29 de fevereiro de 2012

lisboa por um canudo

Há anos que não ia ao castelo de S. Jorge... Regressei há dias com o meu filho de 6 anos que - como eu, com a mesma idade, um pouco mais a norte - se deslumbrou com as possibilidades do telescópio panorâmico, e me pediu para fazer fotografias do elevador de Santa Justa e dos carros na ponte 25 de abril...

17 de novembro de 2011

Saorstát Éireann

Dias longos, verdes impossíveis, paisagens inteiras só para nós
Um Minho em ponto grande. a sort of homecoming
Sofás lentos... as cores... aconchego em cada chegada
Grande coração, pequenas coisas e risos
Beleza e mistérios sem tempo


Companhia de vida. Amor.

15 de julho de 2011

amostras de vida

Um monte de antigas amostras de crochet pode despertar os maiores entusiasmos porque contém o gosto de uma época, porque contém também o fruto da imaginação e da arte de uma geração e de um país, algumas técnicas quase perdidas, mas também tempo, projectos, regozijo, frustrações, olhares e partilhas.

É o que vejo nestas amostras que tive a felicidade de encontrar e que pertenceram a alguém que não conheci - presumo que a uma mulher - extremamente hábil e curiosa pelos pormenores da técnica, deixando um legado que quase conta o processo de elaboração de cada peça.
 Trata-se amostras e não de trabalhos inacabados pois cada peça está devidamente rematada. Todas em algodão, algumas de tricot, a maioria de crochet, algumas combinando ambas as técnicas, e também em crochet sobre renda fabricada mecanicamente, o que foi possível perceber pelo pedaço enrolado que ainda se encontrava entre as amostras.
 As de tricot são feitas em algodão grosso, o que indicia destinarem-se a vestuário (uma delas parece ser para manga, outra para meia?), as de crochet sugerem encaixes e aplicações para vestidos e blusas, mas também acessórios de decoração doméstica.

Algumas amostras foram executadas com linha (e agulha) finíssima, outras (talvez as mais recentes) numa linha mais grossa, mas sempre com um ponto certíssimo e elegante.



Foram evidentemente feitas ao longo de uma vida, as que exigiam visão mais apurada, em linha fina, na juventude (na varanda, em tarde de Verão...), as outras, nos Outonos da vindima, nos Invernos da geada, nos Verões de S. João. 

São verdadeiramente inspiradoras. Que propósito teriam? Seria uma rendeira profissional que fazia trabalhos por encomenda, realizando as amostras para facilidade de escolha das clientes? Ou alguém que ciosamente guardou uma recordação dos trabalhos feitos ao longo de décadas para familiares e amigos? Ou alguma mulher encantada por estes trabalhos, coleccionando amostras que obteve aqui e ali (pouco provável, dada a consistência do ponto, em quase todas as amostras)?


 Sei bem o que irei fazer com elas, tivesse o dia mais umas poucas de horas...

1 de julho de 2011

Madeira


Da Madeira gosta-se muito. De todo o lado surgem cores e cheiros misturados em neblina doce. A perspectiva e a escala são um desafio. Um artístico sentido de humor, fruto da generosidade do povo, cativa qualquer coração empedernido.
Muito recomendável: sumo de cana de açúcar acabado de espremer; o S. Pedro, em Câmara de Lobos; observar longamente plantações de tomates 580 metros mais a baixo que só se podem cultivar de barco (considerados os mais saborosos por causa da água do mar); comprar dez ramos de macela fresca à vendedora dos olhos bonitos.