16 de maio de 2011

(assOciaçÕes nãO muitO livres)

"todo o alentejo deste mundo"

Andávamos há muito tempo com vontade de ir conhecer a Ovibeja que imaginava ser a congénere alentejana da nortenha Agro.

Os predilectos da F e do J foram os carneiros e as ovelhas (com respectiva sessão de tosquia), as cabras e as "vaquinhas" (reconheço que as da minha memória são pretas e brancas e de bem menor porte).


Mas houve muitos outros pontos de interesse, desde os maravilhosos repastos alentejanos (com direito a receitas) aos cavalos e ao horseball,


à muito interessante exposição sobre o azeite (produção, utilizações, características e simbologia),

aos lindíssimos chocalhos (ou, como se diz no norte, badalos) que namorei longamente até perceber que não iria conseguir encontrar uma necessidade real que eles pudessem efectivamente suprir para justificar a compra (claro que me recordei do episódio em que eu e os meus três irmãos, numa feira deste género, convencemos os nossos pais e comprarem-nos dos pequeninos que usámos durante todas as férias ao pescoço...).
As iniciativas no âmbito da biodiversidade eram interessantes e chamativas
 

bem como o eram alguns trajos que não tive à-vontade para pedir para fotografar convenientemente

Havemos de lá voltar.

10 de maio de 2011

lagartagens

"Ir às lagartagens" quer dizer ir ao Jardim Botânico de Lisboa e ao seu borboletário (espaço Lagartagis). É um dos passeios predilectos das crianças cá de casa (e nosso!).
 No Jardim Botânico é possível esquecer por completo que estamos no coração de Lisboa, bem ao lado dos centros financeiro e político do nosso país.

Ao longo do tempo, o Jardim parece permanecer sempre o mesmo, no seu romântico quase-abandono, como se eternamente disponível para as infinitas brincadeiras das crianças.
Desta vez, entre crisálidas, metamorfoses e borboletas, ocorreu-me que não será sempre assim. Nestes dias, em que a minha filha se prepara com entusiasmo para mudar para a escola nova, a dos meninos mais crescidos, sem que tenha ainda assumido que também ela será um desses meninos, pergunto-me até quando gostará das lagartagens e das aventuras na floresta do Jardim Botânico.

8 de maio de 2011

Κύπρος

Numas poucas dezenas de horas, fui ao outro extremo da Europa e voltei.
Como a deslocação tinha propósito específico, acabei por não ver nada do que procuraria se fosse em passeio: as bordadeiras e rendeiras cipriotas, os museus e vestígios arqueológicos...

Quando assim é, acordo a desoras na tentativa de abrir uma janela no tempo para poder tomar consciência do novo sítio onde me encontro. Ainda que isso signifique tomar o pequeno-almoço na companhia dos pardais e que os únicos habitantes locais que aviste sejam jardineiros madrugadores.
O grande protagonista destes breves instantes foi o Mediterrâneo em que mergulhei visualmente, adivinhando o Líbano do lado de lá...
 

...e mais uns instantes para os souvenirs.

Durante os vôos li de uma ponta a outra after dark, uma novela envolvente que reconduz o Tempo ao seu lugar devido e esbate, como o seu autor sabe fazer magistralmente, a fronteira entre realidade e fantasia.

28 de abril de 2011

simple things

Fazer arranjos de flores sem perceber nada do assunto.
Ficar surpreendida com o resultado.


Ver (e comer) rebuçados da Régua à venda na rua.

Ir ao tanque.

Cheirar laranjeiras em flor.


26 de abril de 2011

... Lázaro, Ramos, Páscoa estamos

De domingo de Ramos para domingo de Páscoa, os campos minhotos, acabados de arar e semear, brotaram numa sinfonia de verdes.
Embora tenha passado boa parte da minha infância em contacto com a natureza e com os ciclos da produção agrícola continuo a achar surpreendente a rapidez com que a terra-mãe dá sinais do fruto do trabalho do homem, numa semana apenas, com a ajuda da boa chuva e de temperaturas amenas.