Há uns meses atrás, vi este livro à venda na Retrosaria e achei-o tão atractivo que de imediato liguei para a Rosa pedindo para me reservar um exemplar.
Na recente rumagem às fotos "antigas", encontrei esta, com décadas, e subitamente percebi o que, com todas as devidas diferenças, tinha de tão familiar aquela capa.
3 de fevereiro de 2011
2 de fevereiro de 2011
estendais da Afurada
Esta lindíssimas fotos da Diane fizeram-me correr para a caixa das fotografias procurar as que tirei no mesmo sítio há 13 anos. É um lugar em que o tempo não passa, tudo aparenta estar como antes, e as cores que na altura não pus no papel são ainda as mesmas que me ficaram na memória.
tempus fugit
ontem percebi o que significa quando, a pedido da F., folheei este livro (oferecido pelo meu Pai há cerca de 20 anos) para a ajudar a fazer os trabalhos de casa de música
Time is a train
Makes the future the past
Leaves you standing in the station
Your face pressed up against the glass
24 de janeiro de 2011
15 de janeiro de 2011
da arte da mistura
Nos preparativos para a 2ª sessão deste workshop, porque não pude ir à primeira, tentei recuperar o tempo perdido dedicando-me a pensar e a ler um pouco mais sobre as intrigantes harmonias resultantes da combinação das cores, padrões, movimentos e temas. Claro que nada disto se aprende exclusivamente nos livros, como em muitas outras coisas em que as emoções têm um papel decisivo, é algo que vem essencialmente de dentro para fora.
Olhando para os meus tecidos (paralisada pelo instinto leigo de que nada melhor para os ordenar do que a mera sequência gradativa de cores e tons), ocorreu-me a expressão que a minha amiga usa, a propósito da habilidade para conciliar objectos e estilos diferentes e de diversas proveniências, "a arte da mistura". E não consigo deixar de sorrir. A "arte da mistura" pode também ser a arte de viver o dia-a-dia, a sabedoria na conciliação das diversas emoções, factos e percepções, na harmonização de tantas pessoas, objectos, lembranças, por vezes aparentemente inconciliáveis, que vamos acumulando em nós, e a que se somam o passado, o presente e futuro dos que connosco partilham a vida.
Olhando para os meus tecidos (paralisada pelo instinto leigo de que nada melhor para os ordenar do que a mera sequência gradativa de cores e tons), ocorreu-me a expressão que a minha amiga usa, a propósito da habilidade para conciliar objectos e estilos diferentes e de diversas proveniências, "a arte da mistura". E não consigo deixar de sorrir. A "arte da mistura" pode também ser a arte de viver o dia-a-dia, a sabedoria na conciliação das diversas emoções, factos e percepções, na harmonização de tantas pessoas, objectos, lembranças, por vezes aparentemente inconciliáveis, que vamos acumulando em nós, e a que se somam o passado, o presente e futuro dos que connosco partilham a vida.
Fui ver como essa mistura tem acontecido por aqui e, concluo, nada que se pareça com uma mera ordenação gradativa das cores. E é com essa sensação (como poderia também dizer a minha amiga) de reassurance (nisto de palavras sintéticas, os ingleses batem-nos aos pontos) que vou voltar aos meus tecidos para preparar o workshop de terça.
5 de janeiro de 2011
Priscos
Nem só do pudim vive Priscos.
Nesta freguesia de Braga, tem lugar, de há uns anos a esta parte, um presépio vivo, uma verdadeira Belém à moda do Minho, que principia por ser uma fortificação romana, logo depois se torna Arca de Noé, culminando num aglomerado de casinhas onde se malha o ferro e fia o linho, onde se esculpem malgas de madeira e se bebe hidromel, onde se mói o milho e molda o barro. No meio de tudo, o Presépio. Sequências cronológicas à parte, que bom que é ver toda a comunidade empenhada e implicada, trazendo à luz, valorizando despretenciosamente as artes deste Minho, tão fustigadas por indústrias e depois por desemprego. Foi bom ver jovens mulheres e homens construindo artesanalmente pipos e cestas, sentados ao tear ou enchendo de velo de lã colchões às riscas.
Ainda há muito quem saiba fazer.
Nesta freguesia de Braga, tem lugar, de há uns anos a esta parte, um presépio vivo, uma verdadeira Belém à moda do Minho, que principia por ser uma fortificação romana, logo depois se torna Arca de Noé, culminando num aglomerado de casinhas onde se malha o ferro e fia o linho, onde se esculpem malgas de madeira e se bebe hidromel, onde se mói o milho e molda o barro. No meio de tudo, o Presépio. Sequências cronológicas à parte, que bom que é ver toda a comunidade empenhada e implicada, trazendo à luz, valorizando despretenciosamente as artes deste Minho, tão fustigadas por indústrias e depois por desemprego. Foi bom ver jovens mulheres e homens construindo artesanalmente pipos e cestas, sentados ao tear ou enchendo de velo de lã colchões às riscas.
Ainda há muito quem saiba fazer.
4 de janeiro de 2011
9 de dezembro de 2010
ad libitum
dias de férias, fora de época
todos os objectos de desejo
fazer esta gola, em lãs de muitas cores
muitos episódios destes de madrugada (agora, oferecidos por amigos, a qualquer hora do dia ou da noite)
objectos lindos antigos, cuja história só podemos imaginar, oferecidos porque sim ("- Ó menina, leve lá... - Quanto custa? - Ó menina, não é nada... leve lá.")
15 de novembro de 2010
a fotografia impossível...
... acontece quando se quer registar a camisola feita pela mãe, vestida no filho de 5 anos...
... que aceita, mas diz estar "com muita preguiça"...
... e diz ser este o seu "sorriso normal"...
... enquanto o Sol vai e vem, numa manhã lenta de Sábado.
... que aceita, mas diz estar "com muita preguiça"...
... "com muito sono"....
... não conseguir "estar parado"...... e diz ser este o seu "sorriso normal"...
... enquanto o Sol vai e vem, numa manhã lenta de Sábado.
4 de novembro de 2010
camisolinha
Com estas lãs que trouxe da Liberty comecei uma camisolinha para o J. que tem por base um modelo da Debbie Bliss. A lã, de excelente qualidade, pareceu-me um pouco "baça", o defeito será meu que adoro o brilho das nossas lãs portuguesas. Para fazer a barra com o motivo norueguês, apliquei técnicas aprendidas aqui. Em breve estará a uso!
14 de outubro de 2010
xxxxxxx in red
Quando era "mais nova", qualquer pedacinho de linho ou atoalhado ou até pano de cozinha que me passasse pelas mãos dificilmente escapava sem umas boas dúzias de pontos de cruz, a maior parte das vezes em vermelho.Não sendo eu uma bordadeira exímia, como as que abundavam no Minho, o ponto de cruz, como dizem os espanhóis, "ia-me bem". Os motivos que escolhi vinham de marcadores antigos e de umas maravilhosas revistas japonesas que se vendiam em Braga, que a minha Mãe coleccionava, e que um dia mostro aqui. Algumas dessas peças ainda hoje andam a uso em minha casa. Só recentemente me recordei que foram bordadas por mim, e só ainda mais recentemente tive vontade de voltar a tentar.
9 de outubro de 2010
Београд | Belgrade
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