24 de janeiro de 2011
15 de janeiro de 2011
da arte da mistura
Nos preparativos para a 2ª sessão deste workshop, porque não pude ir à primeira, tentei recuperar o tempo perdido dedicando-me a pensar e a ler um pouco mais sobre as intrigantes harmonias resultantes da combinação das cores, padrões, movimentos e temas. Claro que nada disto se aprende exclusivamente nos livros, como em muitas outras coisas em que as emoções têm um papel decisivo, é algo que vem essencialmente de dentro para fora.
Olhando para os meus tecidos (paralisada pelo instinto leigo de que nada melhor para os ordenar do que a mera sequência gradativa de cores e tons), ocorreu-me a expressão que a minha amiga usa, a propósito da habilidade para conciliar objectos e estilos diferentes e de diversas proveniências, "a arte da mistura". E não consigo deixar de sorrir. A "arte da mistura" pode também ser a arte de viver o dia-a-dia, a sabedoria na conciliação das diversas emoções, factos e percepções, na harmonização de tantas pessoas, objectos, lembranças, por vezes aparentemente inconciliáveis, que vamos acumulando em nós, e a que se somam o passado, o presente e futuro dos que connosco partilham a vida.
Olhando para os meus tecidos (paralisada pelo instinto leigo de que nada melhor para os ordenar do que a mera sequência gradativa de cores e tons), ocorreu-me a expressão que a minha amiga usa, a propósito da habilidade para conciliar objectos e estilos diferentes e de diversas proveniências, "a arte da mistura". E não consigo deixar de sorrir. A "arte da mistura" pode também ser a arte de viver o dia-a-dia, a sabedoria na conciliação das diversas emoções, factos e percepções, na harmonização de tantas pessoas, objectos, lembranças, por vezes aparentemente inconciliáveis, que vamos acumulando em nós, e a que se somam o passado, o presente e futuro dos que connosco partilham a vida.
Fui ver como essa mistura tem acontecido por aqui e, concluo, nada que se pareça com uma mera ordenação gradativa das cores. E é com essa sensação (como poderia também dizer a minha amiga) de reassurance (nisto de palavras sintéticas, os ingleses batem-nos aos pontos) que vou voltar aos meus tecidos para preparar o workshop de terça.
5 de janeiro de 2011
Priscos
Nem só do pudim vive Priscos.
Nesta freguesia de Braga, tem lugar, de há uns anos a esta parte, um presépio vivo, uma verdadeira Belém à moda do Minho, que principia por ser uma fortificação romana, logo depois se torna Arca de Noé, culminando num aglomerado de casinhas onde se malha o ferro e fia o linho, onde se esculpem malgas de madeira e se bebe hidromel, onde se mói o milho e molda o barro. No meio de tudo, o Presépio. Sequências cronológicas à parte, que bom que é ver toda a comunidade empenhada e implicada, trazendo à luz, valorizando despretenciosamente as artes deste Minho, tão fustigadas por indústrias e depois por desemprego. Foi bom ver jovens mulheres e homens construindo artesanalmente pipos e cestas, sentados ao tear ou enchendo de velo de lã colchões às riscas.
Ainda há muito quem saiba fazer.
Nesta freguesia de Braga, tem lugar, de há uns anos a esta parte, um presépio vivo, uma verdadeira Belém à moda do Minho, que principia por ser uma fortificação romana, logo depois se torna Arca de Noé, culminando num aglomerado de casinhas onde se malha o ferro e fia o linho, onde se esculpem malgas de madeira e se bebe hidromel, onde se mói o milho e molda o barro. No meio de tudo, o Presépio. Sequências cronológicas à parte, que bom que é ver toda a comunidade empenhada e implicada, trazendo à luz, valorizando despretenciosamente as artes deste Minho, tão fustigadas por indústrias e depois por desemprego. Foi bom ver jovens mulheres e homens construindo artesanalmente pipos e cestas, sentados ao tear ou enchendo de velo de lã colchões às riscas.
Ainda há muito quem saiba fazer.
4 de janeiro de 2011
9 de dezembro de 2010
ad libitum
dias de férias, fora de época
todos os objectos de desejo
fazer esta gola, em lãs de muitas cores
muitos episódios destes de madrugada (agora, oferecidos por amigos, a qualquer hora do dia ou da noite)
objectos lindos antigos, cuja história só podemos imaginar, oferecidos porque sim ("- Ó menina, leve lá... - Quanto custa? - Ó menina, não é nada... leve lá.")
15 de novembro de 2010
a fotografia impossível...
... acontece quando se quer registar a camisola feita pela mãe, vestida no filho de 5 anos...
... que aceita, mas diz estar "com muita preguiça"...
... e diz ser este o seu "sorriso normal"...
... enquanto o Sol vai e vem, numa manhã lenta de Sábado.
... que aceita, mas diz estar "com muita preguiça"...
... "com muito sono"....
... não conseguir "estar parado"...... e diz ser este o seu "sorriso normal"...
... enquanto o Sol vai e vem, numa manhã lenta de Sábado.
4 de novembro de 2010
camisolinha
Com estas lãs que trouxe da Liberty comecei uma camisolinha para o J. que tem por base um modelo da Debbie Bliss. A lã, de excelente qualidade, pareceu-me um pouco "baça", o defeito será meu que adoro o brilho das nossas lãs portuguesas. Para fazer a barra com o motivo norueguês, apliquei técnicas aprendidas aqui. Em breve estará a uso!
14 de outubro de 2010
xxxxxxx in red
Quando era "mais nova", qualquer pedacinho de linho ou atoalhado ou até pano de cozinha que me passasse pelas mãos dificilmente escapava sem umas boas dúzias de pontos de cruz, a maior parte das vezes em vermelho.Não sendo eu uma bordadeira exímia, como as que abundavam no Minho, o ponto de cruz, como dizem os espanhóis, "ia-me bem". Os motivos que escolhi vinham de marcadores antigos e de umas maravilhosas revistas japonesas que se vendiam em Braga, que a minha Mãe coleccionava, e que um dia mostro aqui. Algumas dessas peças ainda hoje andam a uso em minha casa. Só recentemente me recordei que foram bordadas por mim, e só ainda mais recentemente tive vontade de voltar a tentar.
9 de outubro de 2010
Београд | Belgrade
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| Quartel general do exército jusgoslavo (bombardeado pela NATO) |
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| Ponte sobre o Danúbio |
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| Graffiti do Blu |
8 de outubro de 2010
27 de setembro de 2010
counting down to U2's concert!
I know a girl who's like the sea
I watch her changing every day for me
Oh yeah
One day she's still, the next she swells
You can hear the universe in her sea shells
Oh yeah
No, no line on the horizon, no line
I know a girl with a hole in her heart
She said infinity is a great place to start
She said "Time is irrelevant, it's not linear"
Then she put her tongue in my ear
No, no line on the horizon
No, no line
The songs in your head are now on my mind
You put me on pause
I'm trying to rewind and replay
Every night I have the same dream
I'm hatching some plot, scheming some scheme
Oh yeah
I'm a traffic cop, rue du Marais
The sirens are wailing but it's me that wants to get away
No line on the horizon
No, no line
24 de setembro de 2010
Anna the knitter
«The four parts of this paper try to give a picture of Anna Freud's views about adult psychoanalytic technique. (...) In a second part, a clinical sketch is presented of the author's own personal training analysis with Anna Freud, as an illustration of her actual analytic approach in practice. (...)
Another memorable episode happened at the end of several sessions [with Anna Freud] where I had been telling of my frustrations with my first training case at the Institute. The patient was a young woman who was not only very depressed, but also very soft-spoken - so soft that I could barely hear her words and missed some of them to my concern. With the help of my supervisor, I had tried out a number of interpretations in an attempt to solve this symptomatic soft whispering with me. Some attempts were made to interpret it as resistance: such as the patient was afraid of my reproach about her thoughts; or she felt guilty about them herself; or that all material was like sexual secrets; or that she didn't want me to hear anything about her, and so forth. I even tried some early (for me) transference interpretations along the lines that she wanted me to move physically closer to her to share her intimate feelings; or to comfort her; or to reassure her that I was concerned; and so forth. As I recounted these various failed attempts each day, Anna Freud seemed to increase the intensity of her knitting, which she did most of the time so silently that I hardly noticed it. Finally, in one session, she began to speak about the issue of my soft-spoken patient. I expected her to give a very important interpretation about my difficult situation. But what Anna Freud simply said was: "Tell her to speak up." This I did, and it solved that particular problem for the rest of a long analysis.»
Arthur S. Couch, London
A versão integral deste admirável testemunho encontra-se disponível aqui.
Aqui uma breve biografia desta extraordinária mulher.
Another memorable episode happened at the end of several sessions [with Anna Freud] where I had been telling of my frustrations with my first training case at the Institute. The patient was a young woman who was not only very depressed, but also very soft-spoken - so soft that I could barely hear her words and missed some of them to my concern. With the help of my supervisor, I had tried out a number of interpretations in an attempt to solve this symptomatic soft whispering with me. Some attempts were made to interpret it as resistance: such as the patient was afraid of my reproach about her thoughts; or she felt guilty about them herself; or that all material was like sexual secrets; or that she didn't want me to hear anything about her, and so forth. I even tried some early (for me) transference interpretations along the lines that she wanted me to move physically closer to her to share her intimate feelings; or to comfort her; or to reassure her that I was concerned; and so forth. As I recounted these various failed attempts each day, Anna Freud seemed to increase the intensity of her knitting, which she did most of the time so silently that I hardly noticed it. Finally, in one session, she began to speak about the issue of my soft-spoken patient. I expected her to give a very important interpretation about my difficult situation. But what Anna Freud simply said was: "Tell her to speak up." This I did, and it solved that particular problem for the rest of a long analysis.»
Arthur S. Couch, London
A versão integral deste admirável testemunho encontra-se disponível aqui.
Aqui uma breve biografia desta extraordinária mulher.
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